quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ca va bien?




Stefanovicz

Oi tudo bem?



Stefanovicz

Hello how are you



Stefanovicz

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

transa



Stefanovicz

Por aí, por aqui, por ali.



Para uma vida de merda nasci em 78!
Oh não te sentes comigo,
conheci baratas e formigas que nada me ensinaram
não sou qual o povo em geral!


"Vem por aqui" --dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
No meu espaço, que é o dia de braços abertos,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.


Ele, que levou a jovem esposa para o celeiro e deu-lhe uma surra terrivel,enquanto Rimbaud fartou-se de escrever, deliberadamente Maiakovski suicidou-se. Bateu-lhe na barriga, nos seios, nas costas,tendo o cuidado de não deixar marcas. Depois disto, despresou-a, andando com mulheres levianas, saindo todas as noites e deixando-a presa no celeiro ou na sala,
Que tem a ver o mar com estas bananas?
-Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.
o hábito de sofrer, me diverte
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...


Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
me restam alguns segundos,
de tão pouco assim que hei de fazer,
como posso saber?
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.


Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
minha vida da coices!


Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Bom dia, bom dia, bom dia sempre
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! tendes estradas,
eu tenho a morte,
Tendes jardins, tendes canteiros,
e tenho a vida e tudo também,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios,
Eu tenho a minha Loucura!
Por que é que me procuram, malditos!


...que tem a ver o mar com esse barulho?
Ah a Moria, levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
eu guardo a mim mesmo,
refletido num espelho quebrado.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
e se rasguei o ventre foi pelo prazer de entorpecer-me de sangue
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!


A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um vómito de tédio,
É um átomo a mais que se animou...
Ou o fogo, ou não
Não sei para onde vou,...


Não sei para onde vou.
--Sei que não vou por aí!
Ah melhor seria morrer sufocado,
Já sem cabeça e sem perna,
E ficar aqui, para de propósito feder :
à todos vocês!


"Isto que estás a ouvir, já não mais eu sou..."


 Copy and paste , Ferrira G. R.F. Lucas, Maiakovski, etc

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Take it Back!


    amei em cheio
meio amei-o
    Meio não amei-o




Paulo Leminski - Distraídos Venceremos

Whatchamacallit?



domingo, 25 de outubro de 2009

Saudosa Amnésia

a um amigo que perdeu a memória




Memória é coisa recente.
Até ontem, quem lembrava?
A coisa veio antes,
ou, antes, foi a palavra?
Ao perder a lembrança,
grande coisa não se perde.
Nuvens, são sempre brancas.
O mar? Continua verde.




Paulo Leminski - Distraídos Venceremos

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Uma História Radicalmente Condensada Da Minha Vida ll

Nasci e continuo vivendo.

comings and goings